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A solidão de uma ESFJ

 


Nasci e cresci em meio a uma família numerosa. Minha casa sempre estava cheia, tios, primos, avós, todos estavam sempre por perto. Lembro-me que sentia vontade de as vezes ter um tempo só pra mim, porque em todo momento estava rodeada de pessoas. Acho que por isso eu sentia tanto a necessidade de ter um quartinho pra mim. Eu queria um lugarzinho meu, onde eu pudesse colocar minhas coisinhas, decorar a meu gosto e estar ali fazendo o que gosto, sem interferências de outras conversas e etc. 

Com o passar do tempo a casa foi ficando mais vazia, meu avós morreram, meus primos cresceram e meus tios diminuíram suas visitas a minha casa. Bom, pensando agora, minha mãe deve sentir falta disso, uma casa barulhenta e cheia. 

Hoje eu moro em outra cidade, e principalmente aos finais de semana tem sido difícil pra mim lidar com a solidão. Tem sido difícil não ter com quem conversar, com quem passear, fazer alguém exercício. Tem sido difícil acordar e ficar sozinha, o dia inteiro e a noite também. 

A falta da companhia das minhas doguinhas me dói muito também. A dor de não poder ter elas comigo, e sua companhia que tanto me alegram. Sentir i amor delas e poder dar carinho a elas. Tudo isso me faz muita falta. 

Sinto falta de cantar no coral, de servir na igreja. Sinto falta de me sentir acolhida na igreja local e ser útil lá. Semana passada eu senti falta da minha outra denominação. Não do culto e etc, mas da forma que eu gostava na época de estar ali, de cooperar, de participar, de servir. 

Meu noivo está em SP, nossas conversas são inúmeras durante o dia, e a noite também. Mas mesmo assim, sinto sua falta física. Queria que ele chegasse aqui e tomasse café da manhã comigo. Queria abraçá-lo, queria sentir sua presença. Queria vê-lo na igreja, segurar a sua mão. Que a propósito é um local que me soa ruim ir ultimamente. Não devido a igreja em si, pois gosto dos irmãos, dos hinos, da liturgia. Porém com o K não rola. Sua impessoalidade, suas palavras duras, sua forma de agir é reverso a tudo aquilo que eu acredito ser o que a bíblia ensina sobre pastorado e pregação. 

O relacionamento com as meninas desse ap também não é diferente, são impessoais. Nunca perguntam nada e deixam claro que querem manter distância. São frias e perfeccionistas. Nem preciso dizer que não me sinto bem em um ambiente assim não é mesmo?

No trabalho não tem sido diferente. Ao entrar lá eu me senti muito bem. Vendo muita gente, percebendo que estava fazendo parte de uma empresa maior, trabalhando em equipe, as pessoas me tratando bem, realmente me senti bem. Porém não durou muito tempo, até que a a impessoalidade se manifestasse, e aquilo que era elogios se transformasse em críticas por traz. 

Há dias eu não saio para passear, para ver o mundo lá fora. Há dias eu não prático um exercício (eu gosto muito). Minha vida tem se resumido a trabalho e produção ma DD de segunda a sexta, sábado fazer algo legal pra mim, porém solidão no sábado e domingo. Sem falar do estresse emocional que está sendo ir para a igreja. Enfim. Não está sendo muito fácil. 

Espero poder encontrar uma forma de mudar isso. Antes que me afete demais. 

Aqui vou deixar alguns informações gerais sobre minha personalidade. 

Numa terra onde as cortesias comuns desapareceram, o coração de um ESFJ afunda a cada instância de rudeza e desrespeito. A falta de maneiras irrita os ESFJs porque viola seus valores profundamente arraigados de cortesia e respeito. Sua função dominante de Sentimento Extrovertido (Fe) anseia pelo retorno dos dias de polidez e consideração. 

Enquanto um ESFJ empático empresta seu coração e ouvidos aos outros, eles encontram seus próprios sentimentos desprezados, deixando-os se sentindo subvalorizados e incompreendidos. A Fe do ESFJ impulsiona sua necessidade de conexão emocional e validação, enquanto sua função auxiliar de Sensação Introvertida (Si) busca estabilidade e continuidade nas relações. 

Uma das suas maiore causas de tristeza em um ESFJ é ter seus sentimentos descartados sem mais, o que perturba a segurança emocional que o Si almeja.

Imagine um ESFJ numa sala onde as opiniões de todos são desconsideradas ou diminuídas, deixando um rastro de sentimentos feridos e descontentamento. Os ESFJs acham atitudes desrespeitosas profundamente perturbadoras, já que sua função Fe valoriza o respeito e consideração pelos pontos de vista e emoções dos outros.

Quando um ESFJ é obrigado a estar solitário, pode experimentar uma variedade de emoções:

Desconforto:

A solidão forçada pode causar desconforto para um ESFJ.

Eles podem sentir falta da energia que obtêm ao interagir com outras pessoas.

Inquietação:

Os ESFJs podem se sentir inquietos quando não têm a oportunidade de se conectar com os outros.

A falta de atividades sociais pode deixá-los ansiosos.

Preocupação com os outros:

Mesmo quando estão sozinhos, os ESFJs podem se preocupar com o bem-estar dos outros.

Eles podem pensar em amigos, familiares ou colegas e desejar estar com eles.

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